A campanha do governo Lula (PT) convocou, para este domingo (11), o Dia Nacional de Mobilização para o segundo turno das eleições. O anúncio foi feito pelo coordenador de campanha do presidente, Guilherme Boulos, nas redes sociais.
O objetivo da data é promover conversas e debates nas ruas com as pessoas que deixaram de votar no primeiro turno, votaram branco ou nulo ou em outro candidato, para mostrar a elas os avanços e conquistas do governo Lula (PT) e as ameaças de Flávio Bolsonaro (PL) contra os trabalhadores, os aposentados e à economia do país.
Segundo Boulos, acontecerão caminhadas, carreatas e panfletagem em todo o país. Até o momento, não há informações sobre os locais dos atos. “A gente vai precisar de todo mundo”, afirmou Boulos.
Em algumas cidades também vão ter grandes atos para mostrar a força e o volume da campanha, segundo Boulos. Nesta terça-feira (6), estudantes de diferentes universidades já foram às ruas protestar contra Flávio Bolsonaro e defender a reeleição de Lula e a democracia do país.
“Também estão sendo convocadas plenárias pelos partidos, movimentos sociais, lideranças. Agora, todo encontro é importante para ter orientação para construir a virada nessa reta final”, finalizou Boulos.
Onde é possível buscar votos para Lula
Em uma eleição decidida por uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos no primeiro turno, uma iniciativa independente resolveu transformar os dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um mapa para mostrar onde ainda há eleitores em disputa no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O site “Onde dá pra conversar” permite que o usuário informe onde mora, trabalha ou estuda, ou escolha diretamente um ponto no mapa, para identificar locais de votação próximos em que há maior número de votos potencialmente disponíveis para Lula.
A ferramenta não pertence à campanha do presidente, ao PT ou à coligação. Segundo a própria plataforma, trata-se de uma iniciativa independente e voluntária, feita pela MACAPE Pesquisas e Consultoria em Tecnologia Ltda., com conteúdo sob responsabilidade de Matheus C. Pestana.
Na página inicial, o projeto resume sua proposta: “Tem gente perto de você que pode fazer esse resultado virar”.
Como funciona o mapa
O sistema cruza os resultados do primeiro turno, seção por seção, com o cadastro dos locais de votação do TSE.
Entram no cálculo eleitores que não compareceram às urnas, votaram em branco ou nulo e aqueles que escolheram candidatos eliminados no primeiro turno, além da distribuição geográfica dessas votações.
A ferramenta exibe os pontos em um mapa do Brasil e permite pesquisar por bairro, cidade ou rua. A partir daí, mostra a dimensão do eleitorado que, segundo sua metodologia, ainda poderia ser disputado naquela região.
Na atualização exibida pelo site, baseada em 496.784 boletins de urna, a plataforma calculava 47.913.428 votos que poderiam ser disputados em todo o país e apontava 26.857 locais de votação nos quais apenas a soma de abstenções, votos brancos e nulos seria suficiente, segundo seus cálculos, para alterar o resultado local considerado pela ferramenta.
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