Relatos publicados nas redes sociais neste domingo (18) mostram casos de agressão e hostilidade contra adolescentes e mulheres durante a manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro, convocada pelo candidato à Presidência e realizada na Avenida Paulista, em São Paulo.
Os episódios envolvem acusações de violência política entre apoiadores, embora a Polícia Militar diga não ter registrado ocorrências oficiais até o momento.
Entre os conteúdos compartilhados nas redes estão vídeos que mostram apoiadores de Flávio hostilizando jovens na Avenida Paulista e uma discussão entre um homem e mulheres na estação Pinheiros, da Linha 4-Amarela do metrô.
“Uma mulher foi agredida física e verbalmente”, diz a conta que compartilhou o vídeo das agressões no Instagram. “Ela não participava da manifestação, estava apenas vestindo vermelho.”
No vídeo, homens vestidos com camisas do Brasil simulam socos em direção à mulher, vestida de vermelho.
https://www.instagram.com/p/DepZ5iYqwmh/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=invalid&ig_rid=ApWhAXAZ5U68gojn3JmVvhr
https://x.com/lazarorosa25/status/2111850424185880860
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), compartilhou um dos registros e classificou o episódio como um “ataque bolsonarista”. “Olhem o risco que o Brasil corre!”, disse ele na publicação.
https://www.instagram.com/p/Depe4qPIU6s/
Outra publicação, feita pela conta @rafa_abranches, afirma que adolescentes teriam sido espancados e perseguidos por bolsonaristas na Avenida Paulista. “Sai fora, vagabundo”, diz um eleitor de Flávio Bolsonaro enquanto desfere chutes contra o adolescente.
https://www.instagram.com/p/DepVe5GpTsl/
A manifestação, batizada de “Bloquinho do 22”, foi convocada por aliados de Flávio Bolsonaro para a manhã deste domingo e teve início por volta das 11h20. Além do candidato do PL, participaram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e outros representantes da direita.
O ato ocorreu uma semana depois de uma manifestação em apoio a Lula ocupar a Avenida Paulista, em 11 de outubro. A campanha petista estimou que cerca de 1 milhão de pessoas participaram do evento. Neste domingo, outros atos pró-Lula foram organizados por apoiadores, sem ordem oficial do PT. As mobilizações se concentraram em áreas periféricas, enquanto a Avenida Paulista recebeu a manifestação convocada por aliados do candidato do PL.
Segundo o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a organização More in Common, a manifestação pró-Flávio reuniu aproximadamente 71,9 mil pessoas em seu pico, por volta das 12h20, com margem de erro de 12%.
Flávio fez uma participação breve e disse que pretendia “poupar a voz” para o debate presidencial previsto para a noite, na TV Band.
Havia atiradores de elite posicionados no alto de edifícios da Avenida Paulista, como o Brazilian Financial Center, que reúne escritórios corporativos de alto padrão, segundo noticiou o jornal O Globo.
Uma das ações que viralizaram nas redes sociais foi o transporte, por eleitores de Flávio, de um míssil inflável no qual se lia “Trump, nuke Brazil” (“Trump, ataque o Brasil com uma bomba nuclear”, em tradução para o português).
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Em Belo Horizonte, no último sábado, um bolsonarista atropelou um idoso que participava de um ato pró-Lula. O homem dirigia um Volkswagen Up amarelo e avançou o sinal vermelho.
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