Lula rebate Flávio na Band e defende combate ao crime organizado “da esquina ao andar de cima”

Lula rebate Flávio na Band e defende combate ao crime organizado “da esquina ao andar de cima”
- Foto: Reprodução/Band
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma ofensiva contra o crime organizado que alcance desde os integrantes das facções nas ruas até os responsáveis por financiar suas atividades. Durante o debate da Band com Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (18), Lula cobrou o avanço da PEC da Segurança Pública, criticou os limites da atuação dos estados e afirmou que pretende criar um ministério exclusivo para a área após a aprovação da proposta. A discussão começou com uma pergunta da jornalista Adriana Araújo sobre o avanço das facções criminosas e os possíveis efeitos da redução da maioridade penal. Ao receber a palavra, Lula questionou o adversário sobre a proposta de emenda constitucional encaminhada pelo governo ao Congresso em março de 2025. “O candidato poderia ter votado a emenda constitucional que eu mandei dia 25 de março do ano passado”, afirmou. O presidente argumentou que a segurança pública continua concentrada nas administrações estaduais, enquanto a União dispõe de instrumentos limitados para atuar diretamente no enfrentamento da criminalidade. Para Lula, o modelo atual não conseguiu conter a expansão das organizações criminosas. O petista defendeu uma articulação permanente entre governo federal, estados e municípios para recuperar territórios controlados por facções e milícias. “Da esquina ao andar de cima” Um dos principais pontos da resposta foi a necessidade de alcançar as estruturas econômicas do crime organizado. “Nós já estamos combatendo o crime organizado, da esquina ao andar de cima”, declarou Lula. O presidente explicou que as organizações criminosas não se limitam aos integrantes que atuam diretamente nos bairros e comunidades. Segundo ele, também é necessário enfrentar aqueles que operam em posições de maior poder econômico. A declaração reforça a proposta de ampliar o alcance das investigações sobre o financiamento e a organização das atividades criminosas, além das operações policiais realizadas nos territórios. Lula também citou o endurecimento da legislação contra facções e defendeu uma atuação federal mais ampla. Ministério da Segurança Pública Durante o debate, o presidente anunciou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Senado aprovar a PEC apresentada pelo governo. A proposta busca ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança e estabelecer mecanismos de cooperação entre União, estados e municípios. A tramitação da emenda ganhou destaque na reta final da campanha presidencial, diante das divergências sobre a inclusão da redução da maioridade penal no texto. “Para o trabalhador, para a comunidade, proteção. Para o bandido, prisão”, afirmou Lula, ao resumir sua proposta de enfrentamento à criminalidade. Flávio promete ampliar presídios e declarar guerra às facções Antes da resposta de Lula, Flávio Bolsonaro havia anunciado que pretende classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. O senador também prometeu criar 500 mil vagas no sistema penitenciário, mas não apresentou detalhes sobre custos, financiamento ou prazo de execução. Flávio acusou o governo federal de promover uma política de desencarceramento que colocaria criminosos perigosos em liberdade. Na resposta de dois minutos, porém, não apresentou números ou medidas específicas que sustentassem a acusação. Embora a pergunta inicial abordasse os efeitos da redução da maioridade penal sobre a segurança pública, o senador concentrou sua intervenção nas promessas de endurecimento penal e combate às facções, sem explicar os resultados esperados dessa mudança. Na parte final de sua resposta, Lula afirmou que o governo ampliou o enfrentamento ao crime organizado nos últimos quatro anos e defendeu a necessidade de dar continuidade às ações. O presidente sustentou que a aprovação da PEC permitirá uma participação mais efetiva da União nas políticas de segurança e no combate às organizações criminosas.

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