BTG/Nexus: Lula vira na faixa entre 1 e 2 salários mínimos e reduz vantagem entre homens

BTG/Nexus: Lula vira na faixa entre 1 e 2 salários mínimos e reduz vantagem entre homens
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A pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) mostra uma inversão nas intenções de voto entre os eleitores com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos e uma redução da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva entre os homens, dois recortes que ajudam a explicar o empate técnico entre os candidatos na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial.
Em apenas seis dias, Lula passou de 44% para 55,4% entre os eleitores com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos, crescimento de 11,4 pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em 13 de outubro. No mesmo período, Flávio Bolsonaro caiu de 47% para 36,5%, uma redução de 10,5 pontos.
Com isso, a diferença de 3 pontos percentuais que Flávio tinha sobre Lula nesse segmento se inverteu. Na nova rodada, o presidente aparece 18,9 pontos à frente do senador, uma mudança de 21,9 pontos percentuais na distância entre os dois candidatos.
Entre os homens, outro segmento em que Flávio registra percentuais superiores aos de Lula, a distância também diminuiu. O senador passou de 57% para 53,7%, enquanto o presidente avançou de 36% para 38,3%. A diferença, que era de 21 pontos, caiu para 15,4 pontos percentuais.
Os movimentos registrados nesses dois grupos acompanham a redução da distância no resultado geral da pesquisa. Flávio passou de 48% para 46,5%, enquanto Lula variou de 45% para 45,9%. A diferença numérica entre os dois candidatos caiu de 3 para apenas 0,6 ponto percentual.
Lula amplia percentual entre eleitores de baixa renda
A mudança mais expressiva no recorte por renda ocorreu justamente na faixa de 1 a 2 salários mínimos, na qual Lula passou a registrar percentual superior ao de Flávio Bolsonaro.
Entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, o presidente também apresenta percentual maior, passando de 58% para 59%, enquanto Flávio oscilou de 32% para 31,4%.
Entre aqueles que recebem de 2 a 5 salários mínimos, Flávio passou de 50% para 52%, enquanto Lula recuou de 43% para 39,7%. A diferença entre os candidatos nesse segmento aumentou de 7 para 12,3 pontos percentuais.
Acima de cinco salários mínimos, os números permaneceram próximos aos da rodada anterior. Flávio registrou 56,9%, ante 57%, enquanto Lula passou de 40% para 38,9%.
A comparação revela uma distinção entre as faixas de renda pesquisadas: Lula registra os maiores percentuais entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, enquanto Flávio apresenta percentuais superiores nas duas faixas de renda mais alta.
Flávio perde vantagem entre homens
O recorte por sexo também mostra uma redução da distância entre os presidenciáveis. Entre os homens, Flávio Bolsonaro perdeu 3,3 pontos percentuais, passando de 57% para 53,7%. Lula, por sua vez, cresceu 2,3 pontos, de 36% para 38,3%. A distância entre os candidatos nesse grupo diminuiu 5,6 pontos percentuais entre as duas pesquisas.
Entre as mulheres, Lula mantém percentual superior ao de Flávio, apesar da oscilação de 54% para 52,6%. O senador passou de 39% para 40,1%. Com isso, a diferença entre os dois entre as eleitoras passou de 15 para 12,5 pontos percentuais.
Católicos e evangélicos apresentam movimentos diferentes
A pesquisa também registra mudanças na distribuição das intenções de voto conforme a religião declarada pelos entrevistados.
Entre os católicos, Lula passou de 51% para 52,7%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 44% para 42,4%. A diferença entre os candidatos nesse grupo passou de 7 para 10,3 pontos percentuais.
Entre os evangélicos, Flávio passou de 58% para 62,1%, crescimento de 4,1 pontos, enquanto Lula oscilou de 32% para 31,6%.
A diferença entre os candidatos nesse segmento passou de 26 para 30,5 pontos percentuais.
Lula passa à frente entre eleitores de 41 a 59 anos
Além da faixa de renda de 1 a 2 salários mínimos, outro segmento em que houve inversão da diferença numérica foi o dos eleitores de 41 a 59 anos.
Na pesquisa de 13 de outubro, Flávio Bolsonaro aparecia com 50% das intenções de voto nesse grupo, contra 41% de Lula, uma diferença de 9 pontos percentuais. Na nova rodada, Lula passou a 47,2%, crescimento de 6,2 pontos, enquanto Flávio caiu para 45,9%, recuo de 4,1 pontos. A diferença passou a ser de 1,3 ponto percentual favorável ao presidente.
Entre os eleitores de 25 a 40 anos, o movimento foi diferente. Flávio passou de 52% para 54,3%, enquanto Lula registrou 39,6%, ante 40% anteriormente. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, Lula passou de 57% para 52,8%, enquanto Flávio recuou de 39% para 36,2%.
Nordeste registra aumento de Lula; Flávio amplia percentual no Sul
O recorte regional também apresenta movimentos distintos. No Nordeste, Lula passou de 61% para 66,2%, um aumento de 5,2 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro caiu de 32% para 27,9%, redução de 4,1 pontos.
A diferença entre os dois candidatos na região passou de 29 para 38,3 pontos percentuais. No Sul, Flávio passou de 57% para 61%, enquanto Lula recuou de 36% para 31,4%. A distância entre os dois aumentou de 21 para 29,6 pontos.
No Sudeste, Flávio registrou 49,2%, ante 51% na rodada anterior. Lula passou de 41% para 40,8%, praticamente mantendo seu percentual.
No Norte/Centro-Oeste, o senador passou de 56% para 56,8%, enquanto o presidente oscilou de 41% para 39,3%.
Entre desocupados, Lula passa de 46% para 68,6%
O maior aumento numérico de Lula entre todos os recortes apresentados pela Nexus ocorreu entre os eleitores desocupados.
Nesse segmento, o presidente passou de 46% para 68,6%, crescimento de 22,6 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro, por sua vez, caiu de 41% para 27,9%, redução de 13,1 pontos.
A diferença entre os dois candidatos passou de 5 para 40,7 pontos percentuais.
Entre os trabalhadores informais, entretanto, Flávio passou de 46% para 48,2%, enquanto Lula recuou de 48% para 44,2%.
No grupo dos trabalhadores formais, os percentuais praticamente não se alteraram: Flávio registrou 53,9%, contra 54% anteriormente, e Lula passou de 39% para 38,6%.
A pesquisa BTG/Nexus foi feita por telefone (via CATI) entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026. Foram entrevistados 2.002 eleitores.

Veja a pesquisa BTG/Nexus de 19 de outubro de 2026 na íntegra
 

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