Proclamado “general” do Exército de Lula, canal de WhatsApp que já agrega quase 8 milhões de apoiadores, André Janones (Rede-MG) anunciou em publicação nas redes sociais na madrugada desta quinta-feira (22) uma denúncia sobre “a Mariana” que, segundo ele, não deixará “pedra sobre pedra”.
“A imprensa tá viajando ! A Mariana não tem nada haver com o que foi divulgado até agora! Eu não passei o que tenho pra NINGUÉM ainda! Sobre esse assunto eu só posso adiantar duas coisas pra vocês: a primeira é que , ao final desse história, haverá CHORO e RANGER DE DENTES! E a segunda é que não sobrará PEDRA sobre PEDRA”, escreveu na rede X.
https://x.com/AndreJanonesMG/status/2113110440939049372
Minutos antes, o deputado anunciou ao “Exército de Lula” quatro novas missões a serem cumpridas na manhã desta quinta-feira.
A primeira dela é conquistar mais “soldados” para que o canal chegue aos 10 milhões de apoiadores antes da anunciada live de 24 horas, que deve ter início após o debate na Globo, na noite desta sexta-feira (23). O deputado ainda pede mobilização em torno desta e de uma live que vai ser realizada com o presidente Lula às 19h desta quinta.
Por fim, Janones divulga uma estratégia para turbinar os algoritmos de busca em torno de denúncias e investigações sobre Flávio Bolsonaro.
“A quarta missão é pesquisar, pedir às pessoas para pesquisarem no Google: Flávio esquema pandemia”, pede o deputado.
Quem é Mariana?
O suspense em torno de Mariana envolve duas personagens ligadas a escândalos de Flávio Bolsonaro e do bolsonarismo.
Ao escrever “Quem é Mariana?” nas redes sociais e estimular buscas pela hashtag #QuemEMarianaFlavio, o parlamentar provocou uma onda de pesquisas relacionadas a Mariana Mota, ex-chefe de gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e citada no caso das rachadinhas.
Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota ocupou a chefia do gabinete de Flávio durante seu primeiro mandato como deputado estadual, entre 2003 e 2007. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), ela teria recolhido parte dos salários de funcionários antes de Fabrício Queiroz, apontado como principal operador do suposto esquema.
Documentos analisados pelos investigadores identificaram 15 transferências bancárias, realizadas entre janeiro de 2007 e março de 2008, que somaram R$ 39,4 mil.
O dinheiro foi enviado pelo ex-assessor Jorge Luis de Souza e corresponderia a aproximadamente 45% de sua remuneração. Após a saída de Mariana, os depósitos teriam passado para a conta de Queiroz.
A investigação também identificou saques em dinheiro feitos pela ex-chefe de gabinete. Segundo o MP-RJ, aproximadamente R$ 134 mil, equivalentes a 40% dos valores recebidos por ela durante o período examinado, foram retirados em espécie.
Outro elemento envolve Léo Índio, primo de Flávio Bolsonaro. Registros bancários indicaram que Mariana fez pagamentos relacionados ao aluguel de uma quitinete utilizada por ele no centro do Rio.
Os investigadores também apontaram vínculos de Mariana com Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, e a participação de sua filha em uma empresa ligada a ela.
Outro personagem de nome Mariana diz respeito a uma mulheres agredida por um bolsonarista na estação Butantã do metrô depois do ato de Flávio Bolsonaro na Paulista.
Atriz e educadora, ela abriu o perfil nesta quarta-feira (21) para falar sobre a agressão.
“Quando faltavam poucos minutos para o carro chegar, vi um casal falando sobre a “lataria” de quem vota. Até que vi que estavam apontando para mim. Me dirigi até o homem e perguntei o que ele estava falando. Ele começou a falar que eu era uma vagabunda, suja, que ao contrário de mim ele sustentava 80 famílias e pagava impostos. Eu nunca tinha visto aquelas pessoas na vida”, disse ela sobre o empresário Diogo Freire Estevão, que já tinha medida protetiva por ameaças uma outra mulher de morte.
“Aquele homem começou a me peitar como se a gente estivesse num ringue. Quanto mais ele se aproximava, mais acuada eu me sentia. Meu instinto foi empurrar ele, e foi quando ele partiu pra cima de mim e começou a desferir socos em mim. Acertou a minha cabeça e meu rosto”, contou.
“Aquele lugar (a estação de metrô) era um lugar lotado. A gente espera encontrar um resquício de humanidade. Mas, enquanto eu chorava, pessoas passavam por mim rindo da situação. Sofri uma sequência de ofensas e humilhações. Ali permaneci acolhida pelas meninas e por uma segurança do metrô que apareceu depois. Eu estava voltando para casa e apanhei porque estava vestindo vermelho”, disse ainda.
Janones diz que denúncia sobre “Mariana” não deixará “pedra sobre pedra”: “haverá choro e ranger de dentes”
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