A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deixou o bolsonarismo diante de um novo cenário de disputas e incertezas. Com o filho mais velho nos Estados Unidos e a direção do PL tentando conter o desgaste provocado por suas declarações contra o resultado das urnas, Jair Bolsonaro busca receber um de seus principais aliados no Congresso.
Nesta quinta-feira (29), a defesa do ex-presidente solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para uma visita do senador Rogério Marinho (PL-RN) entre os dias 3 e 5 de novembro.
Marinho é líder da oposição no Senado e foi coordenador da campanha presidencial de Flávio. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília após ser condenado a 27 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado.
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Carta de Flávio expõe desconforto no PL
O pedido ocorre em meio à repercussão da carta divulgada por Flávio, na qual o senador contestou o resultado das eleições, fez acusações de fraude sem apresentar provas e chegou a se apresentar como o “verdadeiro presidente eleito”, apesar da vitória de Lula.
Diante da repercussão, uma segunda versão do documento foi publicada, retirando a afirmação de que Flávio havia vencido a disputa e passando a apresentá-lo como “líder do Brasil”.
O episódio provocou uma reação pública do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que visitou Jair Bolsonaro nesta quinta-feira.
“Ninguém aprovou a carta, ninguém aprova isso”, declarou Valdemar, ao afirmar que o partido pretende seguir em frente. Segundo ele, o assunto não foi tratado durante o encontro com o ex-presidente.
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Marinho mira presidência do Senado
A turbulência ocorre justamente enquanto Rogério Marinho tenta construir uma candidatura à presidência do Senado. Aliado histórico de Bolsonaro, o parlamentar busca apoio para comandar a Casa a partir de 2027, em um cenário de novas articulações após a derrota presidencial do PL.
O partido tem uma reunião marcada para 4 de novembro para discutir sua estratégia na eleição para a presidência do Senado, justamente dentro do período de 3 a 5 de novembro solicitado pela defesa para a visita de Marinho a Bolsonaro.
A visita ainda depende de autorização de Moraes. Não há confirmação de que o encontro terá como pauta a crise interna do partido ou a disputa pelo comando do Senado.
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Jair Bolsonaro pede visita de Rogério Marinho em meio à crise no PL
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