Deputadas estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro foram alvos de ameaças de morte e violência sexual. Ediane Maria (PSOL-SP), Paula Nunes (PSOL-SP), Renata Souza (PSOL-RJ), Dani Monteiro (PSOL-RJ) e Dani Balbi (PCdoB-RJ) receberam e-mail de um remetente que se identificava como “neonazista e integralista”.
Este não é o primeiro e-mail com mensagens contendo violência de gênero e raça recebido por Ediane. Em 2025, ela, juntamente às deputadas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), foi vítimas de ataques racistas, misóginos e capacitistas.
“Isso é um horror generalizado. O ataque desta vez foi direcionado apenas a deputadas negras. Existe um ódio de cunho racial e de gênero que não deve ser ignorado. Por isso, junto às minhas colegas de parlamento, exijo uma investigação para que o criminoso seja localizado e penalizado de acordo com as devidas providências”, destacou Ediane.
Deputadas divulgam nota com posicionamento
“Na madrugada da última quarta-feira (4), as deputadas da Alesp – Assembleia Legislativa de São Paulo, Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, e as deputadas da Alerj – Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Renata Souza, Dani Monteiro, Dani Balbi, receberam um e-mail com ameaça de estupro e morte. Casos de violência política de gênero têm sido cada vez mais comuns e, neste caso específico, foi destinado às parlamentares negras em dois estados.
Todas as parlamentares já sofreram ameaças similares, porém, é a primeira vez que acontece um ataque direcionado a deputadas de duas casas legislativas do país. Vemos aqui mais uma tentativa de intimidação, uma ameaça misógina, transfóbica e racista. Nossa resposta é nítida: não serão tolerados o ódio e a violência contra parlamentares mulheres no exercício dos seus mandatos legítimos. Não vão nos intimidar.
Até o momento foram tomadas as seguintes medidas: protocolo conjunto no DECRADI – SP – Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, ofício conjunto assinado por todas as parlamentares solicitando uma reunião com o setor responsável na Polícia Federal e comunicação conjunta para as Presidências da Alesp e da Alerj com solicitação dos metadados para apoiar a investigação da Polícia Federal. Não pararemos até que os autores sejam identificados e responsabilizados. Nenhum passo atrás”.
Deputadas negras são ameaçadas de morte em SP e no RJ
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