Jornal Nacional quer impor ao país agenda que Lula e o povo derrotaram nas urnas

Jornal Nacional quer impor ao país agenda que Lula e o povo derrotaram nas urnas
Jornal Nacional - Reprodução

Edição de ontem do Jornal Nacional mostra mais uma vez que a Globo quer impor ao país a agenda do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, que é a do mercado financeiro. A campanha de Flávio prometia corte de R$ 250 bilhões no orçamento público para 2027.
De onde tiraria esse dinheiro, ele nunca disse, mas todos sabemos e o povo negou nas urnas: dos cortes em programas sociais, do reajuste do salário mínimo acima da inflação, das aposentadorias, das verbas com saúde e educação.
E é exatamente essa agenda derrotada que o Jornal Nacional defende numa matéria de quase 4 minutos, com vários especialistas, todos batendo na mesma tecla: ajuste fiscal, corta, corta, corta.
Nenhum fala claramente em corte em programas sociais e nas áreas de educação e saúde, garantidos pela Constituição. Mas isso fica claro nas entrelinhas:
 
 
“Ano que vem [a dívida pública] tende, se nada for mudado, tende a chegar a 86% e aponta, lá em 2032, para mais de 100% do PIB, que é gravíssimo para um país emergente”, diz Marcus Pestana, diretor-executivo Instituição Fiscal Independente. 
“Equações variadas, como uma reforma administrativa, revisitar o problema da Previdência, uma série de revisões, mudar as regras de indexação e vinculações no orçamento público, para que a gente saia dessa armadilha. Isso é vital para o país porque, sem equilíbrio fiscal, não há dinheiro para financiar políticas públicas de saúde, segurança e educação, não há investimento em infraestrutura e em ciência e tecnologia”, afirma Marcus Pestana.
 
Traduzindo:
 
“Equações variadas, como uma reforma administrativa, revisitar o problema da Previdência [desindexar correção do salário mínimo das aposentadorias], uma série de revisões, mudar as regras de indexação e vinculações no orçamento público [retirar mínimo garantido de educação e saúde], para que a gente saia dessa armadilha. Isso é vital para o país porque, sem equilíbrio fiscal, não há dinheiro para financiar políticas públicas de saúde, segurança e educação, não há investimento em infraestrutura e em ciência e tecnologia”, afirma Marcus Pestana. 
 
Alguém precisa avisar à Rede Globo que o presidente Lula venceu as eleições e a agenda do mercado, o corte de R$ 250 bilhões e a “Paulo Guedes de saias” foram derrotados.
Inclusive, o candidato deles, Flavio Bolsonaro, fugiu do país para não responder aos crimes cometidos, alguns esquecidos e outros relativizados durante a campanha.
Parece que ainda não caiu a ficha na emissora do Jardim Botânico.
 

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