Após garantirem a vitória do presidente Lula (PT) no último domingo (25), os estudantes, que deram o pontapé inicial na campanha de virada histórica, voltam às ruas no próximo domingo (1°) para protestarem contra o golpismo do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), que fugiu para os Estados Unidos.
A concentração do ato “Brasil com S: das ruas às urnas em defesa da democracia” terá concentração na Praça Roosevelt, em São Paulo, às 12h. O objetivo é manter a mobilização constante em defesa da democracia, do governo do presidente Lula (PT) e contra as ameaças da extrema direita. “Iremos às ruas defender a integridade do nosso processo eleitoral e a soberania do nosso povo e do nosso país”, afirma a União Nacional dos Estudantes em meio aos ataques de Flávio Bolsonaro contra o processo eleitoral.
Após perder as eleições de virada, Flávio fugiu para os Estados Unidos com a ajuda do presidente Donald Trump com medo das investigações que seriam abertas contra ele. Em solo norte-americano, o ex-candidato publicou duas cartas em que se declarava o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil e, posteriormente, o “líder do Brasil”. Após o resultado de domingo, ele contestou a integridade das urnas, o que recebeu apoio de Trump, que acusou, sem provas, uma possível “fraude” eleitoral.
“O sentido dessa mobilização permanece vivo na sociedade brasileira. A gente segue mobilizado e organizado para combater qualquer tentativa golpista no nosso país. Não adianta correr para os Estados Unidos nem esbravejar na internet”, disse a secretária-geral da União Nacional dos Estudantes (UNE), Camila Moraes em entrevista Brasil de Fato.
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Flávio foge para os EUA e pede asilo a Trump
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou nos EUA com sua esposa e filhas nesta quarta-feira (27).
Flávio Bolsoanro fugiu para o Estados Unidos após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes. O influenciador trumpista Simón Levy confirmou a chegada de Flávio Bolsonaro aos EUA. Segundo ele, Marco Rubio, secretário de Estado do governo de Donald Trump, foi o idealizador da operação de fuga de Flávio.
Operação de fuga articulada no sigilo
Longe de ser um movimento improvisado de última hora sem amparo logístico, a partida de Flávio Bolsonaro desdobrou-se como uma operação minunciosamente coordenada. O plano foi traçado no mais estrito sigilo por uma rede restrita de aliados e operadores políticos situados tanto no Brasil quanto nos EUA, com o objetivo primordial de impedir que qualquer vazamento alertasse os órgãos de inteligência da Polícia Federal ou o Supremo Tribunal Federal.
A divisão de tarefas entre os colaboradores foi estratégica:
Aliados no Brasil: Ficaram encarregados de viabilizar a logística imediata de saída, cuidando do transporte, rotas e da checagem de horários para garantir que o embarque da família ocorresse sem o conhecimento das autoridades competentes.
Rede nos EUA: Atuou para organizar o acolhimento do senador em solo norte-americano, providenciando suporte legal preliminar e garantias formais para a recepção da comitiva familiar no desembarque.
A estimativa das fontes que acompanham a movimentação é de que a aeronave transportando a família Bolsonaro pouse no estado da Flórida ainda na tarde desta terça-feira (27).
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