O advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), sofreu um novo revés judicial envolvendo a mansão que disputa com o atacante Richarlison, em Angra dos Reis (RJ). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens de empresas ligadas ao advogado, incluindo o imóvel reivindicado pelo jogador. A medida ocorre após a divulgação, na semana passada, de uma decisão que rejeitou a tentativa de Willer de impedir Richarlison de comentar a disputa nas redes sociais.
Segundo o jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, a restrição foi registrada em 26 de outubro e averbada dois dias depois na matrícula da propriedade, que pertenceu à cantora Clara Nunes.
O imóvel está registrado em nome da WT Administração de Imóveis e Bens, empresa que concentra parte do patrimônio do advogado.
Na outra frente judicial, Richarlison conseguiu manter o direito de se manifestar publicamente sobre a ilha. A decisão foi proferida em agosto, mas divulgada no fim de outubro.
O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, rejeitou o pedido de Willer para retirar publicações do jogador e impedir novas manifestações sobre o caso. O magistrado considerou que a restrição antecipada poderia configurar censura prévia.
Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição de direitos sobre a propriedade e acusa o advogado de ter tomado o imóvel. Willer contesta as acusações e sustenta que sua aquisição foi legal.
O bloqueio determinado por Moraes, por sua vez, faz parte de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo apostas online. Segundo o Metrópoles, Willer movimentou R$ 5 bilhões em apostas em uma única plataforma em 2025.
O inquérito também envolve Flávio Bolsonaro, que teria utilizado uma conta bancária de empresa ligada ao advogado e recebido pagamentos de despesas pessoais.
Moraes determinou ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de Willer, além do bloqueio de patrimônio de empresas ligadas a ele até o limite de R$ 6 bilhões.
O advogado, que deixou o Brasil em agosto, também teve seus passaportes cancelados, incluindo um documento diplomático. O bloqueio da mansão não altera, por si só, a titularidade do imóvel nem encerra a disputa com Richarlison.
Amigo de Flávio Bolsonaro sofre novo revés judicial em disputa com Richarlison
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