O Senado aprovou nesta terça-feira (3), por 73 votos a zero, em primeiro turno, a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal, amplia a integração entre as forças policiais e estabelece novas regras para o combate ao crime organizado. O texto ainda precisa passar por uma segunda votação no Senado.
A principal mudança é a constitucionalização do Susp, uma espécie de SUS da segurança pública, que busca organizar a atuação conjunta da União, estados e municípios. O modelo prevê compartilhamento de informações, integração de bancos de dados e operações coordenadas entre os órgãos de segurança.
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A PEC 18/2025 também autoriza a criação de polícias municipais, com funções de policiamento ostensivo e comunitário. Essas corporações deverão cumprir exigências de formação, capacidade financeira e avaliação periódica.
Outra alteração amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar em ferrovias e hidrovias federais e, nas condições previstas na proposta, na proteção de instalações e serviços da União.
Governo evita mudanças na proposta
Um dos principais impasses da votação envolveu a redução da maioridade penal. Defendida por parlamentares da oposição e pelo líder do PT, Camilo Santana (CE), a medida acabou retirada da discussão da PEC.
O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), defendeu que o assunto tenha tramitação própria. A solução preservou o texto principal, atendendo à preocupação do governo Lula de evitar alterações que obrigassem a proposta a retornar à Câmara dos Deputados.
A PEC também prevê punições mais rigorosas para integrantes de facções e milícias, com possíveis restrições a benefícios penais e regras para o confisco de bens provenientes de atividades criminosas.
Na área de financiamento, a proposta coloca na Constituição o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, com repasse de 50% dos recursos aos estados e ao Distrito Federal e proteção contra contingenciamentos.
O texto ainda cria o Sistema de Políticas Penais e amplia mecanismos de proteção e assistência às vítimas de crimes.
A proposta segue agora para votação em segundo turno no Senado. Se aprovada sem mudanças em relação ao texto da Câmara, poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional.
Senado aprova PEC da Segurança Pública por unanimidade em primeiro turno
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